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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Presidente da OAB ameaça denunciar Pará a organismos internacionais e a levar Jatene a responder por crime de responsabilidade. Assassinato do advogado Jorge Pimentel vai completar 8 meses, supostos mandantes continuam foragidos e governador não pede ajuda à Polícia Federal. Sobrinho de Jatene estaria ajudando foragidos. Presidente da OAB diz que Justiça do Pará só funciona “para a ralé” e que “a paciência acabou”.

O presidente da OAB, Jarbas Vasconcelos, na Alepa: paciência chegou ao fim



No último dia 17 de outubro, o presidente da seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jarbas Vasconcelos, fez um dos pronunciamentos mais contundentes de que se tem notícia contra a impunidade existente no estado do Pará.

Em sessão especial na Assembleia Legislativa, Jarbas disse que o Pará é uma terra sem lei, onde a Justiça só funciona “para a ralé”, já que os criminosos endinheirados acabam sempre escapando à prisão.

Ele prometeu denunciar o Pará a organismos internacionais de direitos humanos e deixou no ar até uma ameaça: a de levar o governador Simão Jatene a responder por crime de responsabilidade.

Motivo da indignação do presidente da OAB: a impunidade dos assassinos do advogado Jorge Pimentel e do empresário Luciano Capaccio.

O duplo assassinato, ocorrido em Tomé-Açu, em 2 de março deste ano, completará oito meses no próximo sábado sem que se tenha notícia do paradeiro dos supostos mandantes do crime: o ex-prefeito de Tomé-Açu, Carlos Vinícius de Melo Vieira, e o pai dele, o empresário Carlos Antonio Vieira.

Ambos tiveram negados pedidos de habeas corpus impetrados em Brasília, para sustar as ordens de prisão expedidas no Pará.

Também tiveram suas fotografias amplamente divulgadas, até em veículos nacionais de comunicação.

Os acusados de executar o crime já estão presos há meses.

Mas Carlos Vinícius e Carlos Antonio parecem ter virado fumaça.

E isso apesar de os negócios da família continuarem a pleno vapor.

No último dia 13 de novembro, por exemplo, o caderno Negócios do jornal Diário do Pará publicou matéria de página inteira sobre os projetos imobiliários da Valle Empreendimentos, empresa que, pelo menos até abril, pertencia a Carlos Antonio Vieira.

Veja nos quadrinhos (clique em cima para ampliar) a matéria do jornal: 








O Império de Inhangapí
 

Nos bastidores, as informações não são nada animadoras.

O que se diz é que pai e filho, que possuem dinheiro a rodo, se movimentam até com a ajuda de aeronaves.

É voz corrente, também, que estariam recebendo ajuda de empresários influentes, entre eles um parente do governador.

O problema é que quem se dispõe a falar, só o faz sob a condição do anonimato.

No entanto, é fato já comprovado pela Perereca que Carlos Antonio Vieira é sócio de um sobrinho de Jatene, o empresário Eduardo Salles, em um empreendimento imobiliário em Castanhal: o residencial Salles Jardins I e II (Leia a reportagem publicada em 27 de abril: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/04/uma-turma-da-pesada-sobrinho-do.html).

Além disso, o que se diz é que Eduardo possui considerável influência em patamares superiores da Segurança Pública do Pará.

E chega até a ser temido por policiais – e esta blogueira foi testemunha de um episódio nesse sentido, quando o investigava anos atrás.

Eduardo não apenas comanda politicamente o Nordeste do Pará: na verdade, também estaria envolvido em “nebulosas transações”, digamos assim.

E mais: nos círculos próximos ao poder, o que se comenta, há mais de uma década, é que ele (ou melhor, boa parte daquilo que possui) é a “face visível” de negociações realizadas pelo atual governador, desde os tempos em que era apenas secretário de Estado.

O fato é que Eduardo experimenta um enriquecimento espetacular.

Entre 1997 e 2001, ele adquiriu um patrimônio 7 vezes superior ao registrado nos 17 anos anteriores no cartório de Castanhal (e apenas no cartório de Castanhal, que abrange, salvo engano, apenas mais dois municípios paraenses).

Em 2005/2006, na época em que o blog realizou as primeiras reportagens sobre o sobrinho de Jatene, essas terras já perfaziam mais de 2.700 hectares.

No início de 2013, em investigação realizada apenas na internet, a Perereca conseguiu comprovar que só duas fazendas de Eduardo, na região de Castanhal e Inhangapi, perfazem hoje mais de 5.500 hectares.

E só por um terreno em Ananindeua ele pagou, em abril do ano passado, mais de R$ 1 milhão.

E só uma das empresas dele, a ESalles Construções, ficou de integralizar R$ 3 milhões, até dezembro de 2015, no residencial Salles Jardins – aquele mesmo que está sendo construído em sociedade com a Valle Empreendimentos, do foragido Carlos Antonio Vieira.

O Salles Jardins se estende por mais de 400 hectares, no coração de Castanhal.

Toda a área pertencia a Eduardo, que ainda possui outros terrenos nas imediações, mas que o blog ainda não conseguiu quantificar.


(Leia mais sobre o enriquecimento do sobrinho do governador.




Crime de responsabilidade 


A OAB só tem conhecimento “extraoficialmente” da ajuda que estaria sendo dada por Eduardo Salles aos dois fugitivos – diz-me a Assessoria de Comunicação.

Além disso, recorda, a própria polícia reconheceu, na audiência na Alepa, que  Carlos Vinícius e Carlos Antonio são difíceis de apanhar porque são políticos e possuem muito dinheiro.

A Assessoria não disse, mas é bem possível que tenham sido as informações “extraoficiais” a motivar um discurso tão incisivo de Jarbas Vasconcelos.

O presidente da OAB chegou a afirmar: “Não queremos mais justificativa, explicação. Queremos que a Alepa dê prazo certo para o governador determinar... Porque isso não é uma questão técnica da segurança, é uma questão política: se prende quem quer, não se prende quem não quer. Portanto, essa é uma questão de Governo. E é preciso que essa Assembleia diga ao governador que a OAB exige que o governador determine  - pra valer! – a prisão de quem matou o advogado Jorge Pimentel. Ou ele faz isso, ou vai responder por isso – inclusive pelo crime de responsabilidade”.

O que Jarbas quer é que Jatene peça ajuda à Polícia Federal, para a captura dos fugitivos.

Segundo a OAB, o próprio ministro da Justiça já afirmou, há meses, que colocará a PF no caso – mas precisa que o governador solicite isso, devido à autonomia das unidades federativas.

Daí o pedido de Jarbas para que a Alepa encaminhe moção ao governador, para que ele faça o pedido.

Até ontem, no entanto, a Alepa não havia encaminhado a moção.

O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), que presidiu a sessão do dia 17, disse ao blog que falou por telefone sobre o caso com o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, e que a sessão contou com a presença de todo o staff da polícia: dois adjuntos da Segup e vários delegados.

Por isso, acredita o deputado, Jatene já tem conhecimento do pedido da OAB.

Já o deputado Carlos Bordalo (PT) lembrou que o feriadão do Círio e a ida da Alepa ao Marajó acabaram atrapalhando a confecção do documento.

No entanto, ele ficou de apresentar a moção à Alepa na próxima terça-feira, a fim de “reforçar o que foi dito na sessão”, que, enfatizou, contou com a presença de um representante do governador.

Mas para a OAB pouco importa se havia um representante de Jatene naquela sessão: o que ela quer é uma posição oficial do Legislativo.

“A ausência de uma resposta concreta da Alepa deixa claro que ela não tem autonomia e que o tratamento dado aos homicídios no Pará é uma questão partidária” – disse à Perereca a Assessoria de Comunicação da entidade, depois de conversar com Jarbas Vasconcelos – “O fato de o governador já saber desse pedido, não exime a Alepa de cumprir a solicitação formalizada pela OAB. Ou seja: que a Alepa encaminhe um documento ao governador, para que ele peça a ajuda do Ministério da Justiça”.

Além da falta de autonomia, diz a Assessoria, “o fato de já terem se passado duas semanas sem que essa moção tenha sido encaminhada, também demonstra a desarticulação, fraqueza da oposição, que não consegue pressionar o governo”.

Ainda segundo a Assessoria, a OAB mantém a decisão de denunciar o Pará a organismos internacionais de direitos humanos “e de levar o governador a responder pela omissão”.

“A paciência acabou: não vamos mais pedir, vamos exigir que a Alepa e o Governo do Estado cumpram o seu papel”, disse Jarbas Vasconcelos na sessão do dia 17.

E provocou: “É preciso que a sociedade vá às ruas e diga para o governador sair do gabinete, das viagens internacionais, da corte, e que venha viver o dia a dia da periferia de Belém", onde a violência não para de crescer.

Ouça o discurso do presidente da OAB. Atente para o que ele diz, principalmente, a partir dos 10 minutos:


Espelho de viração.


Orly e Ney: não carece nem de óleo de peroba, porque o espelho é de R$ 0,99



A comunicação de Jatene “odia” a Perereca da Vizinha.

Todo santo dia, entope o email do blog com uma montanha de calhaus&arirus.

Mas não foi capaz de enviar a nota do Hemopa sobre a decisão do juiz Claudio Hernandes Silva Lima, que mandou exonerar a procuradora da instituição, Bárbara Ribeiro Ferreira e Ferreira, por entender que a contratação dela caracterizou nepotismo (Leia aqui a matéria: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/10/nepotismo-juiz-manda-exonerar.html)

O blog só soube da nota através do Diário do Pará de hoje.

Segundo o jornal, o Hemopa afirma que a procuradora foi exonerada antes da decisão judicial e que isso “estancaria” a ação de improbidade ajuizada pelo MP.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Mas não precisa nem ser “dotô” pra perceber o absurdo dessa afirmação.

Quer dizer, então, que eu cometo uma improbidade e, quando sou apanhada, não tenho de devolver o bufunfão?

Mas assim até eu quero, “mermão”, esse caldinho de gurijuba!...

No mês passado, Bárbara recebeu R$ 7.293,87 de remuneração-base e mais R$ 300, 00 de auxílio alimentação e transporte. Com os descontos, levou líquidos pra casa R$ 6.046,96.

Ela foi contratada em maio, com R$ 7.058,59 de remuneração-base, o que deu um ganho líquido de R$ 5.576,38.

Veja nos quadrinhos, extraídos dos demonstrativos de remuneração do governo (clique em cima deles para ampliar).

Aqui, o de setembro:



Aqui, o de maio:



Ora, isso quer dizer que ela recebeu do Hemopa, nesses cinco meses, uns R$ 28 mil – e isso numa conta bem por baixo, que considera apenas o salário líquido de maio.

A contratação, diz o juiz, foi irregular – tanto assim que mandou exonerá-la.

E quem é que vai pagar por isso? Eu? Você?

Segundo o MP, a presidenta do Hemopa, Luciana Maradei, sabia que Bárbara é filha da diretora técnica da instituição.

Aliás, Luciana teria até simulado um processo seletivo, para justificar o contrato.

Ou seja, tudo teria sido feito na cara dura, sabendo que era ilegal.

E agora, só porque Bárbara já foi exonerada (e isso é o que diz o Hemopa) não vai pegar nada com ninguém?

Simplesmente acaba o processo e todo mundo vai pra casa, feliz da vida?

No fundo, caro leitor, a comunicação do Jatene acha que você e eu somos uns otários, dispostos a engolir tudo que é lári-lári.

É por isso que o Orly e o Ney Messias vivem metendo os pés pelas mãos: eles se acham os únicos seres pensantes da face da terra.

São uns “iluminados”, a quintessência da inteligência humana.

É isso que dá, caro leitor, comprar espelho de R$ 0,99, lá na viração do Ver-o-Peso... 

Não carece nem de óleo de peroba: só o espelho já faz barba, cabelo e bigode...

Veja as notas do Repórter Diário:

terça-feira, 29 de outubro de 2013

NEPOTISMO: Juiz manda exonerar procuradora da Fundação Hemopa. Advogada é filha da diretora técnica da instituição. Presidenta do Hemopa, Luciana Maradei, é acusada de improbidade.


Segundo o MP, a presidenta do Hemopa, Luciana Maradei,  teria até simulado um processo seletivo, para justificar a contratação da filha da diretora técnica da instituição. Luciana está sendo processada por improbidade. (Foto: Agência Pará)



O juiz Claudio Hernandes Silva Lima, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Belém, determinou a imediata exoneração da advogada Bárbara Ribeiro Ferreira e Ferreira do cargo de procuradora da Fundação de Hemoterapia do Pará (Hemopa).

Segundo o juiz, a contratação foi irregular, já que se trata de nepotismo: Bárbara é filha da diretora técnica do Hemopa, Maria do Socorro Ribeiro Ferreira e Ferreira.

A liminar de Cláudio Hernandes foi concedida em Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa ajuizada pelo promotor de Justiça Firmino de Araújo Matos, em 24 de setembro deste ano, contra Bárbara e a presidenta do Hemopa, Luciana Maradei. 

A decisão do juiz é do último dia 21, mas só foi divulgada hoje pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual. 


Processo seletivo simulado 


De acordo com a denúncia do promotor, Luciana assinou a contratação apesar de saber que Bárbara é filha de Maria do Socorro, e teria até simulado um processo seletivo, para justificar o ato. 

 “Agrava ainda mais a condição de Luciana Maria Cunha Maradei Pereira o fato de que tentou, nos autos do processo administrativo n. 2013/139796, caracterizar a contratação de Bárbara Ribeiro Ferreira e Ferreira como uma decisão dotada de caráter impessoal, tanto que ali fez inserir não apenas o curriculum vitae de sua protegida (fls. 61/62), mas também de outro jovem (fls. 63/64), para, ao final, deliberar da forma que já era esperada, ou seja, pela contratação de Bárbara Ferreira, filha de pessoa integrante do corpo diretivo da Fundação HEMOPA (fl. 65)”, escreveu Firmino.

A denúncia foi encaminhada ao MP pela cidadã Larissa Mayara Neves, que  viu o contrato temporário da advogada no Diário Oficial do Estado, no último 15 de maio.

O MP instaurou Inquérito Civil e requisitou informações ao HEMOPA, que confirmou os laços de parentesco. 



Prazo é de 10 dias 


Ao conceder a liminar, o juiz Cláudio Hernandes fixou um prazo de 10 dias para que o Hemopa cumpra a decisão e exonere a advogada.

Na ACP, o promotor também pediu que Bárbara e Luciana sejam condenadas às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que incluem o ressarcimento do erário e a suspensão dos direitos políticos por até cinco anos. 


Leia a íntegra da denúncia do promotor: Clique Aqui 

E leia a íntegra da decisão do juiz: Clique Aqui 


(Texto e título da Perereca, com informações da Assessoria de Comunicação do MPE)

Zenaldo manda às favas Lei da Transparência e entidades civis: prefeito não fornece documentos sobre a construção do Bechara Mattar Diamond e não manda representante à audiência no MPF. Edmilson requer audiência pública formal na Alepa para discutir empreendimento. Bordalo pede ao MP suspensão das obras e investigação de nepotismo na Seurb. E o “shopping- que- não- é- shopping” pode até ensejar ações judiciais contra o prefeito de Belém.


O prefeito Zenaldo Coutinho e a propaganda "Cuida Belém": internautas decidiram fazer o que ele recomenda, mas não faz.



Na semana passada, Belém deu mais uma prova de que há coisas que só acontecem mesmo nestas plagas.

No último dia 23, a Fumbel finalmente se dignou a fornecer esclarecimentos sobre o “shopping de charme” que a família Bechara Mattar pretenderia construir em pleno Complexo Feliz Lusitânia, área histórica de Belém.

Para surpresa do distinto público, descobriu-se que o shopping não será shopping – apesar de ter sido divulgado assim pelos Bechara Mattar, em matérias pagas de páginas inteira nos principais jornais da cidade.

O termo “shopping de charme” seria apenas uma “estratégia de marketing”.

Pelo menos é isso o que afirma a Fumbel.

“O projeto proposto para o imóvel de renovação urbana foi equivocadamente, por uma estratégia de marketing, denominado shopping. O empreendimento não tem o programa de necessidades de um shopping center (cinemas, lojas, praça de alimentação), nem poderia pela sua dimensão. Propõe, inclusive, o mesmo uso de outrora, com exceção, obviamente, da comercialização de fogos de artifícios: uma única loja e sobreloja onde funcionaria o tradicional Bechara Mattar;  três lâminas para aluguel;  e ao lado, salão de lazer e praça suspensa, ou seja uso compatível ao permitido para o Cento Histórico (...)”, escreveu a Fumbel.

Os esclarecimentos foram enviados, por email, à Associação Cidade Velha-Cidade Viva (CIVVIVA), que havia cobrado informações do prefeito Zenaldo Coutinho sobre a liberação de um empreendimento desse porte, em pleno centro histórico. 

A iniciativa da CIVVIVA tem o apoio de outras entidades civis, como é o caso do Observatório de Belém.



Prefeito dá banana à Lei da Transparência 


Até a última sexta-feira, no entanto, a Prefeitura de Belém não havia fornecido às entidades quaisquer documentos sobre o Diamond (cópias do projeto e dos pareceres das instituições que liberaram o empreendimento, por exemplo).

Aliás, o prefeito Zenaldo Coutinho nem sequer mandou representante à audiência pública realizada no Ministério Público Federal, no dia 23, para discutir a construção do Diamond e os impactos naquela área, onde a falta de estacionamento e a trepidação provocada pelo intenso tráfego de veículos ameaça casarões históricos e a própria memória da cidade.

A Perereca da Vizinha também só conseguiu obter informações do IPHAN – a única instituição a respeitar, de fato, a Lei da Transparência.

No último dia 10, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) encaminhou ao blog uma “nota oficial” de apenas três linhas, em resposta a 14 perguntas enviadas pela blogueira, que se identificou como jornalista, inclusive com o número do registro profissional.

“A Seurb esclarece que a autorização da obra em questão está de acordo com a legislação municipal urbanística vigente e concedida somente após ter os pareceres técnicos favoráveis dos órgãos patrimoniais competentes”, diz a nota.

A maioria das perguntas da Perereca dizia respeito à nomeação de Pablo Chermont Fernandes para a Diretoria de Análise de Projetos e Fiscalização da Seurb. 

Pablo seria filho do secretário estadual de Cultura, Paulo Chaves, o autor do projeto arquitetônico do Diamond.

A Perereca perguntou, por exemplo, quais os critérios que levaram à escolha de Pablo para esse cargo (a experiência profissional e executiva que possui) e quantos e quais projetos de Paulo Chaves ele já aprovou.

A resistência da Prefeitura em fornecer documentos e informações sobre o caso é, no mínimo, intrigante.

Afinal, se não há nada de errado com o projeto do Diamond ou com a nomeação de Pablo, por que sonegar informações de interesse público, inclusive desrespeitando a Lei da Transparência?

Por essas e por outras, o deputado Carlos Bordalo deu entrada em Representação no Ministério Público Estadual pedindo a “suspensão cautelar” das obras do Diamond.

No documento, ele pede, inclusive, a instauração de inquérito civil para investigar a aprovação do projeto e a suposta prática de nepotismo na Seurb (http://bordalo13.blogspot.com.br/2013/10/deputado-bordalo-pede-suspensao.html).

A licença do IPHAN para a obra, aliás, já está até vencida, como ficou claro com as informações já prestadas pela instituição.

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar o caso e aguarda o envio de cópia do projeto.

O ex-prefeito de Belém e deputado estadual Edmilson Rodrigues quer a realização de audiência pública oficial sobre o caso.

No dia 23 e sem citar nomes, Edmilson lembrou que o autor do projeto do Diamond (o secretário de Cultura Paulo Chaves) foi o responsável pela destruição do centenário muro do Forte do Presépio. 

“E esse arquiteto foi contratado, privadamente, para fazer o projeto dessa obra. Mas é importante destacar que ele ocupa um alto cargo na administração pública estadual. Por essa razão é preciso que a gente fique alerta e tome todas as medidas cabíveis para que nosso patrimônio não seja mais uma vez ameaçado por profissionais e empreendimentos que não respeitam o seu valor e a sua história”, disse Edmilson.

Hoje, 29, Edmilson requereu, na Assembléia Legislativa, uma sessão especial, no formato de audiência pública, para debater a questão.



Na última sexta-feira, a CIVVIVA e outras entidades estiveram reunidas para decidir o que fazer diante da relutância da Prefeitura em fornecer a documentação do projeto.

O pedido das entidades foi embasado na Lei da Transparência, pela qual a sonegação de informações públicas pode até ser enquadrada como improbidade administrativa.

No entanto, diz a presidenta da CIVVIVA, Dulce Rocque, ainda não se discutiu a possibilidade de uma ação judicial nesse sentido.

“Na sexta, debatemos apenas a necessidade de audiências públicas e do EIV (o Estudo de Impacto de Vizinhança), afirmou.

Mas no Grupo Emergencial em Defesa do Centro Histórico, no Facebook, o advogado Maurício Leal Dias já sugere uma ação popular preventiva contra o Diamond - e Dulce Rocque se manifesta favorável, inclusive, a um processo de improbidade administrativa.

“O que indago é se existe um ato administrativo a ser anulado (Licença de Construção- Alvará), pois, se não houver, também existe a possibilidade de ingressar com a respectiva AP preventiva.Acredito que fazer audiências públicas possa dar visibilidade, mas como ação imediata e que não precise ficar mendigando providências das autoridades e no sentido de fortalecer este grupo, na minha modesta opinião, deveríamos começar a pensar em ingressar com uma ação popular nos termos acima referidos”, escreveu o advogado.

“Acho urgente essa ação. Por mim podes fazer logo a preventiva visto que não tivemos as respostas. E ainda ia mais avante com uma de improbidade administrativa”, comentou Dulce, também no Face.




E leia as reportagens da Perereca sobre o Diamond:


30 de setembro de 2013 - “Empresário quer construir shopping center no Feliz Lusitânia e contrata Paulo Chaves para elaborar projeto. “Shopping de Charme” revolta internautas. Filho de Paulo Chaves seria diretor da Seurb e responsável pela liberação de projetos desse tipo”: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/09/empresario-quer-construir-shopping.html 

2 de outubro de 2013 -  “Associações pedem informações ao prefeito de Belém sobre o shopping center que será erguido em plena Feliz Lusitânia, área histórica de Belém. Prefeito tem até 20 dias para responder questionamentos” : http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/10/associacoes-pedem-informacoes-ao.html 

3 de outubro de 2013 – “OAB poderá ingressar na Justiça contra a construção do Diamond. “É uma coisa medonha”, diz a presidenta do CIVVIVA sobre o “Shopping de Charme” projetado pelo secretário estadual de Cultura para o centro histórico de Belém. Caso já se encontra nas mãos do promotor de Justiça Benedito Wilson”: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/10/oab-podera-ingressar-na-justica-contra.html 

4 de outubro de 2013 - “MPF deverá investigar construção do Diamond. Paulo Chaves manda dizer que não vai se manifestar. Seurb e IPHAN ainda não forneceram informações públicas pedidas pela Perereca”: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/10/mpf-devera-investigar-construcao-do_4.html 

7 de outubro de 2013 – “IPHAN responde à Perereca e Sandra Batista quer que Câmara Municipal peça a suspensão da licença de construção do Bechara Mattar Diamond‏”: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/10/iphan-responde-perereca-e-sandra.html 

9 de outubro de 2013 – “MPF abre inquérito civil para investigar construção do Diamond. Internautas preparam protestos durante o Círio. Resposta do IPHAN repercute na blogosfera. Fábio Castro aponta leitura tendenciosa da lei. Ex-governadora Ana Júlia constata: o assustador é a relação entre Paulo Chaves, o autor do projeto do Diamond, e o diretor de Análise de Projetos da Seurb, que seria filho dele. Jorge Amorim fulmina: é “o direito que nasce da delinquência”:  http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/10/mpf-abre-inquerito-civil-para.html

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A cada dia que passa o procurador-geral de Justiça, Marco Antonio das Neves, fica mais parecido com o seu “ex” Manuel Santino. 
Verdadeiras almas gêmeas. Clones. 
Ou, melhor ainda, a tampa e o penico. 
Mais um pouquinho e nem a Nadja conseguirá distingui-los...

Hospital Metropolitano faz campanha para coleta de sangue e medula óssea


Referência no atendimento a pacientes politraumatizados, principalmente vítimas do trânsito, e grandes queimados, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência realiza cerca de 500 transfusões de sangue/mês. Demanda que só faz aumentar. Por isso, o hospital vai promover, nesta quarta e quinta-feira, 30 e 31, em parceria com o Hemopa, a V Campanha de Captação de Sangue e Medula Óssea. A meta é conseguir 200 bolsas de sangue e cadastrar 100 doadores de medula óssea na Grande Belém. A coleta será feita das 8h da manhã às 17h, na área do estacionamento do hospital


(Fonte: SECOM/Governo do Estado)