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quarta-feira, 26 de abril de 2006

Não Deixe de Ler

Governo do Pará
Contrato de propaganda
atinge R$ 41,6 milhões



O valor do contrato de publicidade e propaganda, mantido pelo Governo do Estado com cinco grandes agências paraenses, saltou de R$ 15, 9 milhões para R$ 41,6 milhões, entre maio de 2004 e janeiro de 2005.


O volume de recursos contratuais representa o dobro dos R$ 19, 71 milhões gastos pelo Governo do Estado, com publicidade, em 2003. E também está muito acima dos R$ 27 milhões previstos para a comunicação social, no orçamento deste ano.


A reportagem completa você acessa no arquivo ao lado "Especial o Retorno - A Missão".

Mais um Esclarecimento


Pela Liberdade de Imprensa


Como informei o impedimento de cobrir a prisão do ex-senador Ademir Andrade, recebi, de leitor anônimo, sob a alcunha “Imprensa Livre”, notícia do fato.

Agradeço, sinceramente, a colaboração.

O fato de estar impedida, não significa que tento “censurar” a cobertura, uma vez que ela está presente em todos os noticiários, locais e nacionais.

Já sofri censura demais, ao longo desses 27 anos de profissão – mais da metade da minha vida – para me permitir a reprodução de prática tão odiosa.

Assim, resolvi reproduzir, no corpo da página, a notícia que estava restrita à janelinha, em forma de comentário.

Ao declarar meu impedimento, revelei fatos (a minha filiação ao PSB e a estima que tenho por Ademir, que me estendeu a mão em um dos momentos mais difíceis da minha vida) que são do conhecimento de pouquíssimas pessoas, até no meio jornalístico.

E o fiz por uma questão ética: jamais me permitiria participar de uma reportagem, na qual tenho interesse pessoal, sem deixar isso muito claro, especialmente ao leitor.

Tal comportamento – que muitas vezes é adotado por outros profissionais – a mim parece canalhice e desrespeito.

Assim, dou o devido (e conquistado) espaço ao leitor “Imprensa Livre”. Mas me reservo o direito de, também democraticamente, publicar, no seguimento, a nota de solidariedade do PSB, ao ex-senador.

E de dizer, com todas as letras: não acredito que ele tenha feito isso. Coisa que, aliás, ele deixou claro nas entrevistas que concedeu, hoje, à imprensa.

Além do que, como militante, sei das “tenebrosas transações” que, infelizmente, acontecem – e ainda vão acontecer muito – nesse período eleitoral.

Ah, já ia me esquecendo: leiam o Especial de Retorno, publicado hoje de manhã, que traz matéria exclusiva sobre o aumento do contrato de propaganda e publicidade do Governo do Estado, que saltou de R$ 15 milhões, para mais de R$ 41 milhões.


De: Imprensa Livre
Para: Perereca censurada



Para que seus leitores não fiquem privados da notícia....


MPF/PA investiga fraudes
na Companhia Docas do Pará


O Ministério Público Federal no Pará investiga, em conjunto com a Polícia Federal e com a Controladoria Geral da União, as fraudes na Companhia Docas do Pará que levaram à prisão de 18 pessoas hoje (25 de abril), na Operação Galiléia.

O esquema que inclui licitações fraudulentas e desvio de taxas portuárias começou a ser apurado em agosto de 2005, a partir da denúncia de um empresário que se sentiu lesado em uma concorrência da CDP.

Os procuradores da República Alexandre Soares, Thiago Oliveira, Felício Pontes Jr e Ubiratan Cazetta iniciaram as investigações, que mostraram problemas graves em várias áreas da administração da empresa e apontaram o envolvimento decisivo do ex-presidente da Companhia e ex-senador da República pelo PSB, Ademir Andrade, vários integrantes da diretoria e de empresários que se beneficiavam das fraudes.

A extensão do esquema levou à abertura de inquérito policial federal e à autorização para escutas telefônicas.

Os 18 presos foram transferidos da Polícia Federal para a sede do Corpo de Bombeiros, onde ficarão sob custódia.

Na casa de um dos acusados, Nelson Simas, diretor da CDP, foram encontrados cerca de R$ 330 mil. O dinheiro foi apreendido.

Ademir Andrade, além do envolvimento no esquema, agora vai responder a acusações de porte ilegal e contrabando de armas. Foi encontrada uma pistola 9 mm, de uso restrito de policiais, na casa do ex-senador.

A PF monitorou a quadrilha a partir de dezembro de 2005 e constatou vários crimes previstos na Lei de Licitações (8.666/93), peculato, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa e formação de quadrilha.

O favorecimento a empresas que participavam do esquema era feito através da combinação do resultado das licitações, inclusão de cláusulas pré-combinadas nos editais ou até inexegibilidade ilegal do processo licitatório.

Os investigadores federais também descobriram, através de análise do Diário Oficial da União, discrepâncias inexplicáveis entre o volume de cargas e o lucro da Companhia.

De 2003 a 2005, houve crescimento de 22% na movimentação da cargas e queda de 220% no lucro líquido da CDP.

"Constatamos corrupção generalizada na CDP. Uma das fraudes consistia em cancelar faturas de recebimento de taxas portuárias. Estima-se que, só dessa maneira, sumiram dos cofres públicos R$ 7 milhões. Mas os prejuízos podem ser muito maiores", explica o procurador Thiago Oliveira.

As prisões temporárias - de cinco dias prorrogáveis por mais cinco - e a quebra de sigilos bancários e telefônicos são medidas fundamentais para a coleta de provas e devem ajudar a explicar para onde foi o dinheiro.

Além das 18 prisões, também foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão, com coleta de documentos e computadores.

Equipes da PF e da CGU devassaram empresas de engenharia e de informática em Belém e São Paulo e a sede da CDP em Belém em busca de subsídios para o processo judicial contra os acusados.

Veja quem foi preso na operação Galiléia

Ademir Galvão Andrade - ex-Presidente da CDP
Aldenor Monteiro Araújo Jr. - Diretor Administrativo-Financeiro da CDP
Caritas Jussara Muniz Adrian - Supervisora de Faturamento da CDP
Carlos Antônio Quadros de Castro - Exerce cargo em comissão na CDP
Ericson Alexandre Barbosa - Presidente da CDP
Evandilson Freitas de Andrade - R&A Construções e Comercio LTDA
Hélia Sousa de Oliveira - Gerente de Gestão Portuária da CDP
Jorge Luis Silva Mesquita - Telenorte Comunicações Comércio e Informática LTDA
José Nicolau Waris - Cohelte Conexões Hidráulicas Instalações Elétricas e Telefônicas
Marcos Antônio Barros Cavaleiro de Macedo - Gerente de Engenharia e Infraestrutura da CDP
Maria de Fátima Peixoto Carvalho - Presidente da Comissão Permanente de Licitação da CDP
Nelson Pontes Simas - Diretor de Gestão Portuária da CDP
Paulo Geraldo Ramos Damasceno - Gerente Financeiro da CDP
Ruy Carlos Barbosa de Mello - Contratado da CDP, também responsável pela empresa JGRM Assessoria e Representações LTDA
José Canellas - Eico Sistemas e Controles LTDA
Sílvio da Silva e Silva - Gerente de Informática da CDP



Partido Socialista Brasileiro
Diretório Regional do Pará


NOTA OFICIAL


O Partido Socialista Brasileiro (PSB), Diretório Regional do Pará, vem a público manifestar irrestritas confiança e solidariedade ao seu presidente regional e ex-senador, Ademir Andrade.

Reafirma o seu compromisso com a democracia e com o aperfeiçoamento da Justiça brasileira, avanços sociais que ajudou a conquistar, muitas vezes com o sacrifício pessoal de seus militantes.

No entanto, repudia quaisquer tentativas de relacionar o seu presidente regional ao mau uso de bens ou recursos públicos, por entender que, num estado democrático de direitos, a simples presunção de culpa não pode ser usada para humilhar pessoas, talvez até com objetivos inconfessáveis.

A honestidade, coragem e compromisso social do ex-senador e presidente regional do PSB, Ademir Andrade, são sobejamente conhecidos da sociedade paraense. Sua trajetória pública jamais foi maculada sequer por suspeições.

Por isso, não deixa de causar estranheza, ao PSB, a violência de que foi vítima, junto com outros companheiros do partido, justamente em ano eleitoral – e no bojo de uma campanha que promete figurar entre as menos éticas de todos os tempos.

O partido, no entanto, manifesta a sua confiança na Justiça, quanto ao esclarecimento desses fatos. E continuará, junto com Ademir, a lutar, de forma intransigente, pela construção de um Pará mais justo, cujas riquezas sirvam, de fato, para melhorar a qualidade de vida de todo o nosso povo.


Deputado Estadual João de Deus
Secretário Geral do Diretório Regional do PSB

terça-feira, 25 de abril de 2006

Nota de Esclarecimento

Impedimento



A Perereca informa aos leitores que está impedida de participar de qualquer cobertura relacionada à prisão do ex-senador Ademir Andrade.
Sou filiada ao PSB. Pertenço, inclusive ao Diretório do partido.
Mais que isso: já assessorei Ademir e gosto muito, mas muito dele.
O trabalho que fiz ao lado dele foi uma das melhores fases da minha vida. Porque me senti extremamente útil, do ponto de vista social, ao ajudar cidadãos pobres - agricultores, principalmente - cujos direitos o Estado insistia em negar.
Liguei, há pouco, para dirigentes do partido. Mas, sinceramente, não me senti à vontade em fazer perguntas, para levantar informações para o blog.
Feliz ou infelizmente, não tenho esse lado de açougueiro. Nunca tive.
Prefiro me solidarizar aos restantes companheiros do PSB, todos atônitos, perplexos diante do ocorrido. Para ver o que fazer. Fui

Especial Retorno - A Missão


Governo do Pará

Contrato de propaganda
atinge R$ 41,6 milhões

O valor do contrato de publicidade e propaganda, mantido pelo Governo do Estado com cinco grandes agências paraenses, saltou de R$ 15, 9 milhões para R$ 41,6 milhões, entre maio de 2004 e janeiro de 2005.

O volume de recursos contratuais representa o dobro dos R$ 19, 71 milhões gastos pelo Governo do Estado, com publicidade, em 2003. E também está muito acima dos R$ 27 milhões previstos para a comunicação social, no orçamento deste ano.

Assinado em 30 de abril de 2004, o contrato 003/2004–CCS foi publicado no Diário Oficial do Estado em 10 de maio daquele ano.

Continha, porém, várias incorreções: referia-se a apenas uma das empresas e o valor estimado, para publicidade, era de R$ 9,4 milhões, além de R$ 74.231,40, para publicações, e de R$ 580.000,00, para ações de propaganda da Funtelpa, Loterpa, Ioepa, Iterpa, Detran, Arcon e Fundação Carlos Gomes.

Em 26 de maio de 2004, porém, errata publicada no Diário Oficial corrigiu o valor da publicidade para R$ 15, 7 milhões. Também foram agregados os nomes das outras quatro empresas. E o valor a ser gasto com publicações subiu para R$ 128.719,00.

Aditivos milionários


Em 13 de julho de 2004, o Diário Oficial publicou o primeiro aditivo ao contrato 003/2004–CCS: R$ 1,7 milhão, sob a dotação “edição e publicação”, com recursos do Fundo Estadual de Saúde.

Nos diários oficiais de 09/08/2004, 19/08/2004 e 10/09/2004, novos aditamentos: respectivamente, de R$ 78,5 mil, R$ 400 mil e R$ 42,8 mil.

Mas o maior aditamento, que inclusive superou o valor do contrato original, só foi publicado em 10 de janeiro de 2005: mais de R$ 23,5 milhões.

A duração do contrato 003/2004-CCS era de doze meses: de 30 de abril de 2004 a 30 de abril de 2005. Mas, em 06/05/2005, aditivo publicado no Diário Oficial prorrogou a vigência até 28 de abril deste ano.

As cinco empresas que venceram a concorrência pública 001/2004–CCS, da qual derivou o megacontrato, foram a Griffo Comunicação e Jornalismo, DC3 Comunicação Ltda, CA Comunicação e Assessoria Ltda., Mendes Publicidade Ltda. e OMG Comunicação Total Ltda.

Detalhe: até setembro de 2003, o valor do contrato de publicidade e propaganda anterior, de número 011/2000-CCG, estava em pouco mais de R$ 5,6 milhões. Mas o Diário Oficial de 06 de outubro daquele ano “atualizou” esse valor para cerca de R$ 15,5 milhões.


Comunicação Social permanece muda


Na tarde de ontem, (segunda, 24) a Perereca enviou e-mail ao coordenador de Comunicação Social do Governo do Estado, Nélio Palheta, solicitando esclarecimentos acerca desses aumentos contratuais.

Pediu que as informações fossem encaminhadas até às 19 horas, mas, até o final da noite, não obteve resposta.

Foi o seguinte o e-mail encaminhado a CCS:

“Ilmo. Sr.
Nélio Palheta
Coordenador de Comunicação Social do Governo do Estado do Pará


Prezado Senhor:


Meu nome é Ana Célia Pinheiro, sou jornalista, e estou preparando matéria sobre os gastos do Governo do Estado, com propaganda e publicidade, para o meu blog na internet.

Tenho em mãos o extrato do contrato 003/2004-CCS, que contempla cinco empresas.

Ocorre que o contrato, com valor inicial de R$ 15,7 milhões, sofreu vários aditamentos, o maior de R$ 23,5 milhões, saltando para mais de R$ 41,6 milhões, como é do seu conhecimento, entre maio de 2004 e janeiro de 2005.

Pergunto:

1) O aditamento se manterá neste ano, com a prorrogação que deve ocorrer agora em abril?

2) Por que esse incremento de verbas - o dobro do que foi gasto em 2004 (ou R$ 19,71 milhões, conforme relatório do TCE)?

3) Qual, efetivamente, o montante de gastos em propaganda e publicidade do Governo do Estado, em 2005 - foram esses R$ 41,6 milhões ou mais? É possível fornecer a segmentação desse montante, com a separação entre a propaganda em si e a publicidade obrigatória, a exemplo do que já faz o estado de São Paulo?

4) Quais os órgãos cujas propaganda e publicidade estão incluídas nesse montante? O Banpará, Cosanpa, Paratur, dentre outros, estão incluídos, ou as despesas correm à parte? Qual o montante de gastos, especificamente do Banpará, em 2003, 2004 e 2005?

5)Em 06/10/2003, houve "atualização" do valor do contrato 011/2000. Até então, o valor desse contrato estava em R$ 5,6 milhões - mas, com a atualização, saltou para R$ 15,5 milhões. Por que o aumento do valor? Quais as justificativas operacionais e legais?

6) No valor do contrato 003/2004 estão incluídos, aparentemente, os custos com publicações de anúncios, matérias, etc... Pergunta-se: além dessa verba de R$ 41,6 milhões o Governo do Estado ainda destina mais recursos para o pagamento de anúncios e matérias em veículos de comunicação locais, nacionais e internacionais? Quanto?

7) Quais os gastos do Governo do Estado, no ano passado, em anúncios e apoio ao lançamento de matérias, cadernos ou outras promoções de veículos nacionais de comunicação?

Grata pelas informações, peço, somente, que elas sejam encaminhadas até, no máximo, às 19 horas - o que não deve, de modo algum, ser complicado para Vossa Senhoria, tendo em vista a organização da CCS. Meus telefones são o 9615-1257 e (...). Meus e-mails: anaceliapinheiro@globo.com e anaceliapinheiro@hotmail.com.

Aproveito para lembrar a Vossa Senhoria que todas as informações solicitadas têm caráter público, uma vez que custeadas com dinheiro do contribuinte.

Cordialmente,
Ana Célia Pinheiro”.


E agora, deputados?


Há cerca de um mês, aquando das discussões sobre as verbas destinadas à publicidade, no orçamento deste ano, deputados estaduais da oposição se mostraram indignados com o montante – R$ 27 milhões. Porque ele representava, então, seis vezes os R$ 4,5 milhões previstos, no mesmo orçamento, para investimentos na Polícia Militar.

Mal sabiam os parlamentares que, na verdade, os valores contratuais da propaganda do Governo são quase 10 vezes superiores ao que estava orçado para a PM. Não caberia uma CPI, ou, pelo menos, uma sessão especial?

É preciso investigar, até porque esse incremento, superior a 100%, ocorreu às vésperas deste ano eleitoral.

Além disso, é preciso saber se a “atualização” do contrato anterior, 011/2000-CCG, de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões, tem amparo legal.

Outra coisa: com os escândalos envolvendo o banco Nossa Caixa, de São Paulo, é preciso saber, também, dos valores gastos pelo Banpará em propaganda e publicidade. Até para afastar as suspeitas de repetição, no Pará, de tão triste episódio.


TSE

Cassação de Jatene
será julgada amanhã


A noite desta terça-feira será preocupante para o governador do Pará, Simão Jatene. Amanhã, quarta, 27 de abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar o Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) 657, que pede a cassação do mandato dele, pelo uso da máquina pública, nas eleições de 2002.

Interposto pela coligação “O Pará nas mãos do Povo”, (de Ademir Andrade) o RCED-657 ficou parado 15 meses, quando estava com o ex-relator Humberto Gomes de Barros. Voltou a se movimentar a partir do dia 3 deste mês, ao ser redistribuído ao ministro José Delgado, que assumiu a vaga aberta com a saída de Gomes de Barros.

No RCED figura como litisconsorte ativo o ex-deputado federal Giovanni Queiroz, então na oposição, mas hoje integrante da base de sustentação do Governo do Estado.

O recurso tem parecer contrário do Ministério Público. Por isso, a expectativa é que seja chumbado pelo TSE.

No entanto, nada impede que o relator José Delgado manifeste opinião diversa do MP.

Delgado é extremamente respeitado por seus pares, já tendo, inclusive, ajudado a fixar jurisprudências no STJ, do qual é oriundo.

Assim, é provável que o plenário do TSE acompanhe o seu voto.


Via crucis de Jatene vai continuar


Mas a fogueira mais difícil para Jatene atravessar será o Recurso Ordinário 904.

O “processão” agrega várias das irregularidades da campanha dele: além do uso de aviões do Estado, as célebres placas publicitárias no Mangueirão, pagas com dinheiro público; a coincidência das agendas dele e de Almir, em municípios onde estava prevista a realização de comício do candidato.

O RO-904 já tem parecer favorável da Procuradoria Geral Eleitoral, conforme noticiado pela Perereca. O relator é o mesmo José Delgado e a expectativa é que entre em pauta no mês que vem.


Assume Milton Nobre


Caso Jatene seja cassado, quem assumirá o Governo do Estado, até o próximo pleito, será, provavelmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Milton Nobre.

Porque a punição atingirá, também, a vice-governadora Valéria Pires Franco. E o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Mário Couto, não poderá assumir o Executivo, sem ficar inelegível.

Maria do Carmo, a segunda colocada, para o Governo do Estado, em 2002, só seria empossada se a cassação tivesse ocorrido até dois anos após as eleições.


Cabeças vão rolar


Se o TSE manifestar-se pela cassação, ficam inelegíveis, para o próximo pleito, Jatene, Valéria e Almir – apontado como o patrocinador do abuso de poder político e econômico em favor do candidato tucano.

No caso do RO-904, a punição atingirá, ainda, os deputados federais Nilson Pinto e Raimundo Santos, também réus no “processão”, junto com o ex-senador, hoje prefeito, Duciomar Costa.

No caso de Dudu, a previsão é de emocionante batalha jurídica, para evitar a assunção de Ana Júlia à Prefeitura da capital. Ou até a obrigatoriedade de nova eleição.

Já no Senado, a situação será mais pacífica: sai Flexa Ribeiro – que ocupa a vaga aberta por Dudu – e entra Elcione Barbalho, hoje vereadora por Belém.


Sem-censura


Turuna, meu despreparado correspondente na Plebe Rude, anda furioso com a Perereca. Petista que dói, mandou-me nota desancando o prefeito. Que não publiquei porque estava doente. Embora ele insista em acusar-me de ser uma “tucana mal disfarçada” a serviço da burguesia...

Como não poderia deixar de ser, o mais novo pomo da discórdia é o túnel do Entroncamento. Cuja inauguração Dudu anunciou para maio. Arrancando uivos indignados da Plebe Rude.

“Que autoridade ele tem para falar de uma obra que não lhe pertence? Nunca aplicou um prego”. – diz-me, sem concatenar o tico e o teco, meu cacique auto-investido.

“Pois, então” – respondo-lhe – “querias que ele saísse por aí dizendo que é tudo verba federal? Sujeito vê longe. Até porque nunca se prescreveu...”.

Mas Turuna não se dá por vencido e prossegue com o lári-lári: “Esse fuinha, só sabe é fazer festa com chapéu alheio. Até anunciou que vai inaugurar a avenida João Paulo II. Também, pudera, com dinheiro do Governo do Estado é muito fácil. Na administração do professor Edmilson, o Estado não deu um centavo e ainda dificultou o início da obra, exigindo a construção de um muro, que onerou e atrasou o cronograma”.

Cá com meus botões, fico a matutar: não sei o que deixa Turuna mais furioso. Se o drible tucano, o merchandising de Dudu, ou o fato de a João Paulo II não se chamar Vladimir Ilich...

Mas, como nesta encarnação, carrego um carma pesado – se calhar, fui Nicolau II – ainda tenho de escutar a catilinária do asfaltamento de conjuntos habitacionais. Só porque Dudu esqueceu de mencionar que é bancado pelo programa “Asfalto na Cidade”, também do Governo Estadual.

“Da prefeitura, mesmo, só a placa, anunciando a parceria”, sibila Turuna, para acrescentar: “A bem da verdade, parceria caracu, onde o governo entra com a cara e ele com o resto”.

Mas, em política, tudo tem preço - consente, enfim sabiamente, meu correspondente petista (quando é que eles vão aprender? Quando, Senhor?).

De sorte que, por conta de tais parcerias, o excelentíssimo está tendo de engolir toda a parentada do Barão. Depois, é claro, do indefectível chamamento (atenção para o olhar marejado): “caboco, preciso de ti”.


Sem quorum


Minha correspondente em Brejo News diz que a indefinição do candidato tucano, ao Governo do Estado, vem provocando um “salve-se quem puder” no Parlamento do charco.

“Não é outra a razão, comadre, para essa corrida antecipada às bases eleitorais. Já que ninguém sabe quem será o ungido, nem como é que fica esse negócio de cassação, tá tudo tentando safar o próprio pescoço. Avalie se vão, agora, carregar peso morto”.

De olho na guilhotina, os parlamentares do Brejo já nem tem mais o que recessar. Só se ajuntam dois dias. E mesmo assim, às vezes, em número insuficiente. Vai faltar mosca.


Minha Segunda Enquete


Apesar do fracasso da enquete do Pepeca – sim, pois ninguém respondeu, demonstrando indesculpável “não tô nem aí” para o futuro do nobre senador – o blog resolveu insistir na participação dos leitores.

Agora, com temática de profundo apelo popular. E importância estratégica para o bem-estar coletivo.

Por isso, em semana que pode ser decisiva, quer saber a opinião dos leitores sobre o futuro do nosso personagem-mor.

E a pergunta é: depois de décadas de poder, o que é que o Barão vai fazer no ostracismo?

A)Encarnar, de vez, o Padre Amaro.
B)Estrelar o clássico “Parente é Serpente”.
C)Editar o autobiográfico “Como era verde o meu vale: a riqueza fundiária de Inhangapi”.
D)Desenvolver, para o Polishop, um método revolucionário: “como praticar pesca esportiva sem anzol”.
E)Fundar a Irmandade “A falta que faz um Caboco”.
F)Ajudar a fechar os bares mais cedo, com o seu banquinho e violão.
G)Todas as anteriores.

Respostas aos cuidados de Jader e Almir.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Em defesa da democracia

Incentivos fiscais

Governo do Estado usa dinheiro
público para satanizar deputada

Recebi, há pouco, e transcrevo abaixo nota de esclarecimento da deputada Aracelli Lemos, acerca da questão dos incentivos fiscais.

No site do Governo do Estado, a deputada (e também a vereadora Suely Oliveira) está sendo alvo de uma verdadeira campanha de satanização, devido à decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou inconstitucional parte da Lei de Incentivos do Estado.

Não sou do PSOL, nem sequer simpatizante (muito pelo contrário) e pouco conheço Aracelli. Mas não gosto de linchamentos, especialmente quando patrocinados pelo Poder Público.

Ninguém consultou o contribuinte, aliás, acerca da utilização de espaço e profissionais pagos com o dinheiro dos nossos impostos, em campanha tão covarde, antidemocrática e absurda.

Aliás, custa a crer que o Governo do Estado, através de seu site oficial, insista em defender uma ilegalidade – pois é assim que o STF declarou a farra dos incentivos no Pará.

Não sou contra incentivos, até porque não acredito que alguma grande empresa, sem receber nada em troca, decida, simplesmente, investir no Pará, com as carências que todos conhecemos, em termos de comunicações, mão de obra e vias de escoamento produtivo.

Mas, não é possível que um estado miserável, como o Pará, simplesmente abra mão de recursos significativos, que poderiam ser investidos em saúde e educação, para beneficiar meia dúzia de empresas que, muitas vezes, não nos trazem retorno compatível – e diante das quais temos de andar a mendigar, de pires na mão, para que façam uma açãozinha social aqui e acolá, como que “por favor” ao povinho do nariz furado.

Alguém, aliás, precisa abrir a caixa preta em que se transformou essa política de incentivos fiscais – o que são, efetivamente, tais empresas, e a eventual relação político-eleitoral que cultivam com o PSDB.

Ademais, se a lei é inconstitucional, mais honesto seria o Governo do Estado reconhecer o erro – sim, porque foi ele quem errou e não o cidadão que questionou a ilegalidade.

Dito de outra forma: o Governo do Estado, com essa campanha covarde, visto que dispõe de muito mais espaço e verbas de publicidade, tenta, apenas, jogar para o costado de outrem a responsabilidade de um erro que é dele – e de seus “sábios”.

Que tivesse elaborado uma lei que prestasse, a partir da ampla participação societária, e não uma ilegalidade parida por meia dúzia de “iluminados”.

Se eu fosse a deputada, iria à Justiça. Até para questionar o uso de dinheiro público em tamanha aberração.

Agora, com licença, porque ainda estou muito debilitada e vou voltar para o fundo da rede. Fui.


Gabinete da Deputada ARACELI LEMOS
A QUESTÃO DOS INCENTIVOS FISCAIS – ESCLARECIMENTOS

1) O Governo do Estado tem reafirmado um suposto crescimento econômico e social de nosso Estado, mas os números insistem em provar o contrário: se ocupamos a 11ª posição no ranking do PIB nacional, ocupamos a nada honrosa 21ª posição na distribuição de renda. Prova inconteste de que se economia dá lucros, e estes não se revestem em benefícios sociais para nossa população;

2) Vários estudiosos ressaltam que a política de incentivos fiscais deve ser encarada como parte de uma política de desenvolvimento. Infelizmente, o Governo do Estado transformou essa parte no todo, ou seja, reduziu seu projeto de desenvolvimento aos incentivos fiscais, revelando uma completa incapacidade empreendedora que tem como conseqüência o recrudescimento da degradação dos indicadores sociais e econômicos do Pará.

3) Essa medida revela um artificialismo tributário, onde se privilegia o privado em detrimento do público. Isso porque ao conceder esse incentivo o Estado deixa de arrecadar verbas para investir em políticas públicas como educação, saúde, saneamento, moradia, etc. A declaração de lideranças sindicais (como a do SINTEPP) confirma essa tese.

4) Na verdade esse “incentivo fiscal” é uma renúncia fiscal. Ao invés dessa política predatória, que não qualifica a mão de obra (na verdade pressupõe uma mão de obra barata e desqualificada) poderíamos adotar uma política de fortalecimento das empresas e de formação e qualificação de mão de obra, além de reduzir o valor das alíquotas. Essas medidas possibilitariam que um maior número de empresas e contribuintes pudessem pagar devidamente seus impostos, reduzindo assim a sonegação fiscal, que grassa em nosso estado e em nosso país.

5) Não somos contra os incentivos fiscais. Já manifestamos essa posição antes, mas defendemos que ela seja feita de forma constitucional e transparente, que possibilite o desenvolvimento no seu sentido mais real: com respeito ao meio ambiente; reintegração de áreas degradadas ao ciclo produtivo; com a criação de empregos, com utilização de mão de obra local; enfim, com vantagens econômicas e sociais reais para o Estado;

6) O que não aceitamos é a troca de favores entre o poder público, que deveria ser representante dos interesses do povo, e empresas privadas que visam apenas ao lucro. O caso da CERPASA é exemplar. As provas indicam que houve o perdão de uma dívida de R$ 47 milhões e a manutenção de “incentivos fiscais” em troca do financiamento de campanha eleitoral do atual governador. Chamar isso de incentivo fiscal é uma agressão à moralidade administrativa e à inteligência de nosso povo, além de vilipendiar a nossa sofrida população de que uma forma ou de outra paga seus impostos sem nenhum “incentivo”. Aliás, nunca é demais ressaltar que a carga tributária, no Pará, é uma das maiores do país, as alíquotas do ICMS repassadas ao consumidor nas contas de energia elétrica e de telefonia são provas cabais disso.

7) A decisão do STF em nenhum momento pode ser caracterizada como uma ingerência na esfera estadual, trata-se na verdade da correção de um ato do Governo do Estado produzido por interesses eleitoreiros para privilegiar alguns empresários. Irresponsável tem sido a postura do Sr. Simão Jatene que há mais de dois anos tomou conhecimento das inúmeras irregularidades contidas nesse processo (como a inobservância da chancela do CONFAZ) e não tomou as providências cabíveis;

8) Um real crescimento econômico não pode se dar à margem da melhoria de vida de nosso povo. O Pará ideal, que só existe na dispendiosa propaganda oficial, não corresponde à realidade. O Pará real coleciona índices alarmantes de violência no campo (nosso estado é o campeão nacional) e na cidade, de impunidade, de miséria, desemprego, baixa escolaridade e saúde precária (somos o campeão mundial de malária) entre outros.


Deputada Araceli Lemos
Líder do P-SOL
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alepa



Cassação

E já que me obrigaram a levantar do fundo da rede, aproveito para reproduzir, abaixo, nota publicada, hoje, pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto (ô coisinha lindinha da mamãe!) no jornal O Estado do Tapajós. Ei-la:

COLUNA DO ESTADO

O nome

Por Lúcio Flávio Pinto

Almir Gabriel foi passar a semana santa em Salinas convencido de que será mesmo o candidato do PSDB ao governo do Estado. Ainda que o acerto ainda não tenha sido fechado com Simão Jatene, esse "detalhe" parecia ser apenas uma questão de hora e de lugar. Almir já começa a preparar o programa que apresentará aos eleitores. Jatene, estadista no território do "Repórter 70", teria jogado a toalha, sem sair do seu córner. Ao menos na versão dos "almiristas". Os "jatenistas" parecem em fase de muda. Mudos, por isso mesmo.

Brasília, porém, parece ter outros planos para a dupla tucana do Pará e fauna acompanhante. O andar da carruagem da cassação pela justiça eleitoral seria indicação forte desses propósitos. Resta verificar se esse impulso é mais forte do que os freios de mão que têm sido usados à margem do Tribunal Superior Eleitoral, bem ao lado ou um pouco distante, em encontros informais e acertos de bastidores.





quarta-feira, 19 de abril de 2006

Cassação de Jatene

RCED 657 será
julgado dia 27



Peço desculpas pela falta de atualização do blog, mas é que estou balada, com uma virose horrorosa. Por causa disso, o material que havia separado para o final de semana acabou envelhecendo. E só vou poder me dedicar a isso depois que melhorar.

Sou obrigada a registrar, no entanto, a informação recebida, há pouco: entrou em pauta, hoje, no TSE, o RCED 657, que pede a cassação do diploma do governador Simão Jatene (leiam meus posts anteriores, porque, sinceramente, não estou nem com saco para escrever). O julgamento acontecerá no próximo dia 27.

Agora, vou voltar pro fundo da rede. Fui.

sábado, 15 de abril de 2006

Confissões de Adolescente

Neste universo de brilhos e bolhas, a Perereca decidiu, enfim, revelar-se.
Para ser mais bem aceita. Não tão enxovalhada. Porque a Perereca é muito sensível a críticas.
Por isso, vai tratar o blog, no sentido mesmo de blog – o pobre diabo que tudo aceita, sem reclamar.
Depois de algumas (pois, afinal é sexta-feira santa; depois, o sábado santo), produziu o seguinte post:


O Hino da Perereca...

Diamante Verdadeiro

Nesse universo todo de brilhos e bolhas
Muitos beijinhos, muitas rolhas
Disparadas nos pescoços das Chandon
Não cabe um terço de meu berço de menino
Você se chama grã-fino e eu afino
Tanto quanto desafino do seu tom
Pois francamente meu amor
Meu ambiente é o que se instaura de repente
Onde quer que chegue, só por eu chegar
Como pessoa soberana nesse mundo
Eu vou fundo na existência
E para nossa convivência
Você também tem que saber se inventar
Pois todo toque do que você faz e diz
Só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris
Enquanto eu invento e desinvento moda
Minha roupa, minha roda
Brinco entre o que deve e o que não deve ser
E pulo sobre as bolhas da champanhe que você bebe
E bailo pelo alto de sua montanha de neve
Eu sou primeiro, eu sou mais leve, eu sou mais eu
Do mesmo modo como é verdadeiro
O diamante que você me deu.

Caetano Veloso

A versão politicamente incorreta do Hino da Perereca...

Aquarius

When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars

This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!

Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!
Aquarius!

When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars

This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!

Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!
Aquarius!

Hair
Trilha Sonora


O poema que é a cara da Perereca...


Cântico negro


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio


E, enfim, a música que é a cara da Perereca...

Pagu

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratátátá

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratátátá

Composição: Rita Lee e Zélia Duncan


Mas juro que o que Perereca gosta mesmo é do Reginaldo Rossi. É um amor tremendo. Inescapável. Incabível. Mais duas e vou ouvir o Garçom...

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Parsifal.org


Acidente em Cascais

O que segue abaixo não é uma piada de português. É a explicação de um operário português à Companhia Seguradora, a qual estranhou a forma como o mesmo justificou o acidente que sofrera.

É um caso verídico. A transcrição abaixo foi obtida no arquivo da Seguradora e está também nos autos do processo que o operário impetrou na Comarca de Cascais, em Portugal.

A Cia. Real Seguros, Sub Sede de Cascais.
Exm°. Srs.

Em resposta ao pedido de informações adicionais, tenho a explicar o que segue:

No quesito 03 de minha participação a V.S.as. do acidente que sofri, mencionei "Tentando fazer o trabalho sozinho", como a causa do acidente.

Disseram na vossa carta que eu deveria dar uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero que os detalhes abaixo sejam suficientes.

Sou assentador de tijolos. No dia do acidente, eu estava a trabalhar sozinho no telhado de um edifício novo, de 06 (seis) andares.

Quando acabei o trabalho, verifiquei que tinham sobrado 350 quilos de tijolos. Em vez de os levar a mão para baixo, decidi colocá-los dentro de um barril, com a ajuda de uma roldana, a qual estava fixada num dos lados do edifício, no sexto andar.

Desci, atei o barril com uma corda, que eu havia passado pela roldana, puxei a corda para içar o barril para cima. Quando o barril chegou na altura de onde estavam os tijolos, amarrei a ponta da corda a uma pernamanca e fui para o telhado. Coloquei os tijolos dentro do barril e voltei para baixo.

Desatei a corda e segurei-a com força, de modo que os 350 quilos descessem devagar. (De notar que no quesito 11 indiquei que pesava 80 quilos).

Quando a corta foi desatada, eu não consegui segurar o peso do barril cheio de tijolos e devido a minha surpresa por ter saltado repentinamente do chão, perdi minha presença de espírito e esqueci-me de largar a corda.

E desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar eu bati com o barril que vinha a descer.

Isto explica a fractura no crânio e da clavícula partida.

Continuei a subir a uma velocidade ligeiramente menor, não tendo parado até o nó dos dedos das mãos estarem entalados na roldana. Felizmente que já tinha recuperado a presença de espírito e consegui, apesar das dores, agarrar-me novamente a corda.

Mais ou menos ao mesmo tempo, o barril com os tijolos caiu ao chão e o fundo partiu-se.

Sem os tijolos o barril pesava 25 quilos (refiro-me novamente ao meu peso indicado no quesito 11). Como podem imaginar, comecei a descer rapidamente.

Próximo ao terceiro andar, encontro o barril que vinha a subir. Isso justifica a natureza dos tornozelos partidos, das lacerações nas pernas, bem como da parte inferior do corpo.

O encontro com o barril diminui minha descida o suficiente que minimizou os meus sofrimentos quando cai em cima dos tijolos e felizmente só fracturei 3 vértebras.

Lamento no entanto informar, que enquanto me encontrava caído em cima dos tijolos, com dores, incapacitado de me levantar e vendo o barril acima de mim, perdi novamente a presença de espírito e larguei a corda.

O barril pesava mais do que a corda e então desceu em cima de mim, partindo-me as duas pernas.

Espero ter dado a informação solicitada do modo como ocorreu o acidente e
ainda explicando que não posso assinar esta, pois ainda me encontro com os dedos engessados.


PS: Este blog só será atualizado no final de semana. Mas, não resisti a incluir essa história, retirada do site www.parsifal.org. Realmente, vale à pena dar um pulo lá.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Cantinho da Poesia

O nada

Ainda que o visses antes,
quem garante seria teu?
E se fosse, o que seria,
se nem a ti consegues ter?

Não, ele se irá feito o rio,
as águas em que nasceu.
Lá longe, ao mar bravio,
o barco que se perdeu.

E a ti ficará a noite,
a imensidão dessa noite,
que não cessa e nem cala.

A dor que revira as entranhas.
O abismo indizível que chama.
O nada. Sim, o nada!

Belém, 09/04/2006.

domingo, 9 de abril de 2006

Especial de Domingo

Eleições

Jatene: cerco
começa a fechar

Já está nas mãos do ministro José Delgado, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Recurso Ordinário (RO) 904, para a cassação do governador do Pará, Simão Jatene, por abuso de poder político e econômico, nas eleições de 2002.

O “processão” agrega diversas irregularidades na campanha de Jatene. E tem parecer favorável da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), conforme noticiado pela Perereca.

O recurso foi entregue no gabinete do ministro, na sexta-feira, às 20h41. Ao todo, 11 volumes e 12 anexos.

Pela celeridade que ora tramita, é bem possível que seja julgado antes do recesso de julho.

Foi protocolado, no TSE, sob o número 14762/2005, em 14 de dezembro do ano passado.

No dia 19, houve pedido de vistas da PGE. Mas o parecer favorável, do vice-procurador Francisco Xavier Pinheiro Filho, só saiu no final da tarde do último dia 5 – quatro meses depois. Em 48 horas, porém, os autos chegaram ao gabinete do relator.


Troca-troca

Oriundo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), José Delgado assumiu, como titular do TSE, no último 28 de março.

Até então, a vaga era do ministro Humberto Gomes de Barros, em cujas mãos já se encontrava, desde 10 de dezembro de 2004, outro pedido de cassação de Jatene, o Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) 657.

Com a saída de Gomes de Barros, também o RCED 657 foi parar nas mãos de José Delgado. Por redistribuição, no último dia 3.


Respeito e influência

José Delgado exerce a magistratura há 40 anos. Iniciou como juiz no interior do Rio Grande do Norte. Chegou ao STJ, em 1995, onde ocupou – e ainda ocupa – funções importantes.

Neste ano, também foi eleito para a Academia Brasileira de Letras Jurídicas.

Pelo que a Perereca conseguiu apurar, na Internet, é extremamente respeitado no meio jurídico.

Seus pares costumam acompanhar os alentados pareceres, até em processos polêmicos.

Joga no time dos magistrados que colocam a evolução e o interesse sociais acima da letra fria da Lei.


Roriz?

A respeito dele, no mar de informação da Internet, dois registros complicados.

O mais recente, de acusações de nepotismo.

O mais antigo, de prestação de serviços a instituto patrocinado por grileiros, ligados a Joaquim Roriz. Na época em que relatava processo, no STJ, sobre as ligações perigosas do governador.

No entanto, vale salientar, tal informação foi divulgada pela revista Veja, fonte complicadíssima, como todos sabemos.

Detalhe a considerar: a notícia foi reproduzida no site do então candidato derrotado do PT, ao DF, em novembro de 2002.

Leia o post anterior. Vamos brincar de Édipo e a Esfinge. Cervejão pra quem chegar lá!


Inelegíveis

Fonte do MP confirma: se Jatene for cassado, também Valéria e Almir ficarão inelegíveis. Ela, por ser a vice. Almir, pela autoria das irregularidades flagradas na campanha. Flexa também dança, porque Dudu é réu no processo – e no Senado, assume Elcione. Só não consegui confirmar, ainda, como fica a situação de Dudu, na Prefeitura. No caso dele, a punição talvez alcance, também, o atual mandato.


Deu Cardoso

Terminou há pouco, às 14 horas, a reunião do PT. O deputado estadual Mário Cardoso é o pré-candidato ao Governo do Estado, mas com um amplo arco de alianças, que poderá abranger o PMDB e até outros partidos que ajudaram na eleição de Lula, como o PL e o PTB. É do PMDB e das demais legendas que sairão os candidatos a senador e vice-governador. A proposta foi aprovada por unanimidade.


Fora do páreo

Fonte petista afirma que, com a decisão, o nome de Ademir Andrade saiu do páreo, quer para o Governo, quer para o Senado – o ex-senador do PSB vai, mesmo, à Câmara Federal. O candidato ao Senado, na coligação, acredita, pode sair do PMDB. Não quis confirmar, porém, se o nome seria o de Jader. Mas, adianta, a tendência seria o PMDB aceitar a composição.


Hilde

Com a decisão, o nome de Hildegardo, pra lá de palatável no PT, volta à mesa de jogo.


Estratégia

Turuna, meu correspondente na Plebe Rude, salienta que a reunião aprovou, apenas, um indicativo – que pode ou não ser mantido na convenção do PT. “Por uma questão de estratégia, o PT tinha de ter um nome, para as negociações” – raciocina. E enfatiza que a definição, mesmo, dependerá do jogo nacional – ou seja, das composições que estão sendo alinhavadas em torno de Lula, com o PMDB e o PSB.


Mãe Fatinha

De Mãe Fatinha de Abaetezinho, a vidente número 1 do Vale do Amanhecer: vejo um futuro nebuloso para Jatene, com um tucano de alta plumagem, do Judiciário, assumindo em seu lugar. E vejo Jader disputando o Governo, com o apoio do PSDB. Égua, xiri!


Chuif!Buááááááá´!!!!!!


A Perereca agradece os comentários deixados no blog e os inúmeros e-mails recebidos.

Fica até envaidecida, com as mensagens de paraenses que vivem em outros estados. E com os pedidos de jornalistas, locais e nacionais, para inclusão no mailing.

No entanto, é preciso fazer justiça: os elogios, em verdade, têm de ser repartidos entre os vários colaboradores deste blog. Todos anônimos, devido a compromissos profissionais.

É o companheirismo desses jornalistas, extremamente sérios, competentes e com uma grande rede de informantes, que tem permitido, à Perereca, colher e repassar aos leitores o que antes andava restrito aos corredores do poder.

Apenas assino esta página. E o meu mérito tem sido, apenas, o de avacalhar o mais possível este espaço (além, é claro, de malinar à beça do Barão).

Mas quem faz, efetivamente, a Perereca são essas pessoas. Todas as notícias aqui veiculadas – e até personagens de nossas historinhas – nasceram do esforço profissional de muitas cabeças.

Foi isso que permitiu, ao blog, dar dois furos (de reportagem, de reportagem...) consecutivos, nesta semana.

Só lamentamos obrigar os leitores a penetrar tantas vezes na Perereca. Mas, acreditamos, a experiência não é assim tão ruim...


Minha primeira enquete


A Perereca resolveu aderir à moda das enquetes. Para se esculhambar de vez. Matutou, matutou e, afinal, chegou à dúvida atroz que quer repartir com os leitores. E a pergunta é: o que é que o Pepeca está fazendo no PMDB?

A) Entrou de gaiato numa balsa.
B) Foi barrado pelas abdonetes.
C) Comprou a coleção de cuecas dos Ursinhos Carinhosos.
D) Todas as anteriores.

Respostas aos cuidados de Jader e Almir.


Um espírito baixou em mim

Minha venenosa correspondente do Brejo News telefona preocupadíssima.

Diz que o conde de Rondomare anda desesperado. Corre pra cá, corre pra lá e nada de convencer o lorde Sudão. Quer porque quer pacificar o reino. Até juntando El Rey e Sudão, dois inimigos viscerais.

O problema, cochicha a enlouquecida correspondente, é que Rondomare meteu na cabeça que já foi Mahatma Gandhi. Tudo por causa de recente sessão macumbo-espírita.

_Ele se atuou, comadre, ele se atuou! Precisava ver. Até a voz ficou macia, serena. O porte, então, era de hare-krishna. Só faltava o incenso e a bata branca. Fiquei toda arrepiada! Vai que ele resolve achar que é o caboco enrabador???!!!

Desligo o telefone e penso: em pleno domingo! Porra, eu mereço! Eu mereço!

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Extra! Extra! Extra!

TSE

Procurador quer

cassação de Jatene



Pelo fio, o advogado Inocêncio Mártires Coelho explica que não é no RCED (Recurso Contra a Expedição de Diploma) 657 que mora o perigo, para o governador do Pará, Simão Jatene. Problemático, mesmo, é o Recurso Ordinário (RO) 904. Em parecer demolidor, a Procuradoria Geral Eleitoral, opinou, no último dia 5, pelo provimento do RO 904 - ou seja, pela procedência da ação originária, que pede a impugnação (leia-se cassação) do mandato de Jatene, por abuso de poder político e econômico, na campanha de 2002.

Inocêncio informa que o RCED 657, como havia pensado a Perereca, é outro processo a tratar do uso de aviões do Estado, na campanha eleitoral de Jatene. O primeiro, que havia sido apresentado pela Frente Trabalhista (na qual se incluía o PDT de Giovanni Queiroz) já foi devidamente chumbado. Por isso, a ação originária do RCED 657, que é praticamente idêntica, deve sofrer igual destinação.

Já o RO 904, que recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral Eleitoral, é na realidade, um “processão”. Na ação originária, foram agregadas muitas das irregularidades flagradas na campanha de Jatene: o uso de aviões do Estado e de servidores públicos (até com o pagamento de diárias), em vários municípios; a coincidência entre a agenda administrativa do ex-governador Almir Gabriel e os comícios dos quais participou, ao lado de Jatene; as célebres placas publicitárias, no Mangueirão; a propaganda do candidato, no site do Detran.

Nesse processo, também são réus o ex-senador – e hoje prefeito de Belém - Duciomar Costa, e os deputados federais Nilson Pinto e Raimundo Santos.

O RO 904 foi interposto pela Procuradoria Regional Eleitoral, depois que o TRE, por maioria de votos, detonou a denúncia. Outro recurso, que tramita no TSE, referente ao repasse de R$ 25 milhões, às prefeituras, em período eleitoral, pelo Governo do Estado, também já tem parecer favorável da PGE.

A expectativa é que todas as ações sejam julgadas ainda neste primeiro semestre, até pela assunção, no final deste mês, do ministro Marco Aurélio, cujo histórico leva a prever maior celeridade nesse tipo de processo.

Pelos termos do parecer da PGE, no RO 904, difícil é acreditar que Jatene consiga atravessar incólume, este final do mandato.

A questão é saber como ficará o quadro eleitoral, caso o TSE proceda à cassação. Até porque a decisão talvez atinja, também, o ex-governador Almir Gabriel, que é acusado, de abuso de poder, em favor do então candidato, Simão Jatene.

Outro em situação complicada, dependendo da decisão do TSE, é o senador Flexa Ribeiro. E mesmo Dudu, não poderia ser considerado inelegível, na eleição que passou?

A edição de amanhã, do Diário do Pará, traz reportagem completa sobre o parecer da PGE, no RO 904. Mas a íntegra do documento, assinado pelo vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, está disponível no site
www.pgr.mpf.gov.br. Basta clicar em pesquisa processual e colocar o tipo e número do processo.

Direto da Plebe Rude

O bicho vai pegar

Turuna, meu tendencioso correspondente na Plebe Rude, confidencia que a reunião, do PT, neste final de semana, vai ser de arrepiar. De um lado, os que defendem aliança, prioritariamente, com o PSB e PC do B, às próximas eleições ao Governo do Estado. De outro, a ala que quer coligar, também, com o PMDB.

Meu correspondente pé-de-chinelo diz que, no último domingo, já foi aprovado indicativo do nome de Mário Cardoso, para o Governo, em coligação, apenas, com as esquerdas.

E cochicha, meio sem graça: “O Paulo Rocha, comadre, quer uma aliança o mais ampla possível. O problema é que, na reunião de domingo, o pessoal do interior saiu antes da votação, pra ir pro arrasta-pé do aniversário dele. Aí o pessoal de Belém, jogando sozinho, acabou aprovando essa indicação. Assim não tem combate, né, comadre?”.

Meu correspondente vermelho-que-dói diz que a decisão de Belém deve pesar na balança. Mas, informa, o grupo estadual, ligado a Paulo Rocha, reúne, amanhã, em preparação para o próximo bafafá.

Pergunto a Turuna se a cisão ocorre no mesmo grupo, ou se são correntes diferentes, mas ele não sabe dizer. “É tanta corrente que até esqueço o nome...”.

Desligo o telefone e me ponho a matutar: diabo de correspondente mais despreparado...Se duvidar, não tem nem registro...

Só esquerda

O embate petista vai clarificar o quadro das oposições ao próximo pleito. Se a proposta restritiva vingar, o candidato ao Governo será, provavelmente, Mário Cardoso – embora não esteja descartada a hipótese de Ademir Andrade.

Ademir, que prefere apostar na vaga certa da Câmara Federal, vem sendo pressionado, tanto pelo PT, quanto pelo PC do B. De qualquer forma, caso a cabeça do acordo vá para Mário Cardoso, Ademir poderá, ainda, ser o candidato a senador.

Acordão

Se vingar a proposta do frentão oposicionista, Jader poderá ser candidato ou ao Governo, ou ao Senado.

Mas, na semana passada, conta Turuna, em reunião com Paulo Rocha e Zé Geraldo, Jader já teria admitido abrir mão do Governo, desde que a candidata da composição seja a senadora Ana Júlia Carepa.

Segundo Turuna, Jader teria afirmado que Ana é a única candidata do PT com densidade para disputar as eleições. Abriria mão em favor dela, apesar dos problemas ocorridos em 2002, quando o grupo de Ana, por não aceitar Elcione, acabou contribuindo para a eleição de Dudu.

O problema, agora, diz meu despreparado correspondente, é convencer Ana Júlia. Coisa, que aliás, talvez provoque pouco entusiasmo no PT.

Jatene e Jader?

Corre nos bastidores que Almir, e não Jatene, é que estaria insistindo na aliança com Jader. Tudo para resolver a situação de Pepeca, que é periclitante. Sei não. A Perereca discutiu isso, no post inaugural. Para o blog, em caso de acordão PSDB/PMDB, o mais provável é a dobradinha Jatene/Jader.

Surpresas

Se sair a cassação de Jatene, as composições vão virar de cabeça pra baixo. Principalmente, se também Almir ficar inelegível. Quem seria o candidato da União? Jader? Pepeca? Mário Couto? Ou o emplumadíssimo Leão (uau!), o quase-governador mais gatíssimo do Pará.

A bolsa de apostas está aberta. Até mais que a Perereca.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Extra! Extra!



Pedido de cassação de
Jatene tem novo relator



Por essa o governador Simão Jatene não esperava: o processo que pede a cassação de seu mandato (aquele dos aviões, lembram?) voltou a se movimentar dentro do TSE.

O RCED (Recurso Contra Expedição de Diploma) de número 657, se encontrava nas mãos do ministro Humberto Gomes de Barros, desde 10 de dezembro de 2004.

Na tarde do último dia 3, porém, foi redistribuído ao novo relator: o ministro José Augusto Delgado, que se tornou membro efetivo do TSE em março deste ano, na vaga aberta com a saída de Gomes de Barros.


Giovanni é assistente

O processo foi protocolado pela coligação “O Pará nas mãos do Povo” (capitaneada pelo PSB de Ademir Andrade), em 04 de novembro de 2003. Mas nele figura como assistente da parte autora (ou litisconsorte ativo) o ex-deputado federal Giovanni Queiroz. A pedido. Uma vez que integrava a Frente Trabalhista, comandada por Hildegardo Nunes.

Hoje, com o retorno do PDT à União pelo Pará, o andamento processual deixa Giovanni em situação prá lá de complexa.


O peso da máquina

Com três volumes, um apenso e duas fitas de vídeo, a ação denuncia o uso e abuso da máquina, para a eleição de Jatene. Como, por exemplo, a utilização de aeronave e de servidores do Governo Estado, na campanha eleitoral. Tudo devidamente filmado, aliás.

Como já é tarde (escrevo este post por volta de uma da manhã) esta Perereca não tem como consultar nem o PSB, nem Giovanni.

É que, se não me falha a memória, esse é o segundo processo a utilizar as demolidoras imagens da aeronave do Estado, a serviço do candidato Jatene. O primeiro, se não estou enganada, foi impetrado pelo próprio PDT, ainda em 2002. Mas só vou poder checar isso pela manhã.


O novo relator

Com 66 anos, o novo relator, José Augusto Delgado, é natural do Rio Grande do Norte. Sua origem é o Superior Tribunal de Justiça (o STJ), no qual tomou posse em 15 de dezembro de 1995 – portanto, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Tornou-se membro substituto do TSE, em abril de 2004. No início de março, foi eleito, em votação secreta, pela unanimidade de seus pares, para a vaga aberta por Gomes de Barros. A posse de Delgado ocorreu no último 28 (há menos de 10 dias, portanto).


A movimentação processual

Para que vocês não falem muito mal da Perereca, pelas parcas informações, deixo, aqui, o quadro da movimentação processual. E, também, o pedido de Giovanni para atuar como assistente do autor da ação. Notem que Delgado é o terceiro a receber a Relatoria do processo. O primeiro foi Barros Monteiro e, o segundo, Gomes de Barros.



As informações a seguir foram retiradas do site do TSE, mas perderam a formatação original porque a Perereca é péssima nesses tais de java e html


Tribunal Superior Eleitoral
Acompanhamento Processual
PROCESSO: RCED Nº 657-RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA UF:PA
MUNICÍPIO: BELÉM - PA N.º Origem:13
PROTOCOLO: 10038/2003 - 04/11/2003 15:34
RECORRENTE: COLIGAÇÃO O PARÁ NAS MÃOS DO POVO
ADVOGADO(s): MÁRIO DAVID PRADO SÁ
ASSISTENTE: GIOVANNI CORRÊA QUEIROZ
ADVOGADO(s): SIDNEY PEREIRA DE CARVALHO, e outros
RECORRIDO: SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
ADVOGADO(s): ANTÔNIO VILAS BOAS TEIXEIRA DE CARVALHO, e outros
RELATOR(A): MINISTRO(A) JOSÉ DELGADO
ASSUNTO: RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMAÇÃO, GOVERNADOR, ABUSO DO PODER POLÍTICO, USO, MÁQUINA ADMINISTRATIVA, UTILIZAÇÃO, AERONAVE, CAMPANHA ELEITORAL, PAGAMENTO, DIÁRIAS, SERVIDOR, PRESENÇA, CANDIDATO, CERIMÔNIA, GOVERNO, COMPETÊNCIA,JULGAMENTO, AÇÃO, TSE.
LOCALIZAÇÃO: GAB-JD-GABINETE DO MINISTRO JOSÉ DELGADO
FASE ATUAL: 03/04/2006 15:06 - Conclusos ao ministro relator (autos em 3 volumes, 1 apenso e 2 fitas de vídeo)
Andamento Distribuição Despachos Decisão Petições
Seção Data e Hora Andamento
GAB-SJ
03/04/2006 15:06 Conclusos ao ministro relator (autos em 3 volumes, 1 apenso e 2 fitas de vídeo)

CRIP
03/04/2006 14:55 Para conclusão ao Relator.

CRIP
03/04/2006 14:10 Relator: JOSÉ DELGADO - Redistribuído por término de biénio do relator

GAB-SJ
10/12/2004 12:24 Conclusos ao ministro relator (em 3 volumes e 1 apenso contem 2 fitas de video)

GAB-SJ
10/12/2004 12:22 Conclusos ao ministro relatorc (em 3 volumes e 1 apenso contem 2 fitas de video)

CPRO
10/12/2004 12:18 para conlusão ao relator

CRIP
10/12/2004 11:48 Relator: HUMBERTO GOMES DE BARROS - Redistribuído por término de biénio do relator

CPRO
09/12/2004 18:40 Para redistribuir

CPRO
09/12/2004 18:31 Juntada do protocolo 101262004 Informa o Recorrido o trânsito em julgado do acórdão proferido nos autos do RESPE nº 21289.

CPRO
09/12/2004 18:02 Juntada do protocolo 44532004 substabelecimento apresentado e pedido de vista formulado pelo Recorrido

CPRO
09/12/2004 17:54 Juntado parecer Procuradoria Eleitoral: nº 39.372 de 09/12/2004 "pelo desprovimento"

CPRO
25/05/2004 13:38 Registrado despacho em petição no protocolo nº 44532004

GAB-SJ
24/03/2004 17:25 Vista à PGE (autos em 03 volumes e 01 apenso)

CPRO
23/03/2004 15:36 Decurso de prazo para recurso em 22.03.2004 (Prot. nº 10522/2003).

CPRO
17/03/2004 15:28 Publicação do Despacho (08/03/2004). DJ em 17/03/2004.

CPRO
12/03/2004 14:18 Aguardando publicação de decisão.

CRIP
09/03/2004 17:59 Juntada do protocolo 105222003 Conforme despacho do Relator (vide apenso).

CPRO
09/03/2004 15:34 Para atualizar autuação.

GAB-BM
09/03/2004 15:02 Despacho admitindo Giovanni Corrêa Queiroz como assistente (ref. prot.10522/2003)

GAB-BM
09/03/2004 14:51 Vista a PGE

GAB-SJ
17/02/2004 15:59 Conclusos ao ministro relator

CPRO
17/02/2004 11:24 Juntada do protocolo 11352004 COLIGAÇÃO "O PARÁ NAS MÃOS DO POVO" requer juntada de documentos

GAB-SJ
04/12/2003 21:44 Conclusos ao Relator

CPRO
04/12/2003 19:56 Apensados aos autos pedido de assistência (documento sem protocolo) e impugnação - protocolo nº 10522/2003 (fax) e protocolo nº 10650/2003 (original).

CPRO
04/12/2003 19:41 Complementação do andamento lançado em 04/12/2003 às 15:41: documento sem protocolo (pedido de assistência formulado por Giovanni Corrêa Queiroz.

CPRO
04/12/2003 17:57 Para conclusão ao relator

CPRO
04/12/2003 15:44 Desentranhamento do protocolo nº 10650/2003 conforme despacho

CPRO
04/12/2003 15:43 Desentranhamento do protocolo nº 10522/2003 conforme despacho

CPRO
04/12/2003 15:41 Desentranhado, conforme despacho, documento sem protocolo, à fl. 324.

GAB-BM
28/11/2003 08:45 Com despacho.

GAB-SJ
20/11/2003 17:00 Conclusos ao ministro relator

CPRO
20/11/2003 16:18 Juntada do protocolo 106502003 Original do prot. nº 10522/2003.

GAB-SJ
19/11/2003 16:29 Conclusos ao ministro relator

CPRO
17/11/2003 16:00 Juntada do protocolo 105222003 Simão Robson de Oliveira de manifesta sobre o despacho publicado no DJ de 11/11/2003

CPRO
17/11/2003 15:26 Decurso de prazo em 14/11/2003 para o recorrente

CPRO
11/11/2003 15:06 Publicação do Despacho (05/11/2003). DJ em 11/11/2003.

CPRO
07/11/2003 12:52 Aguardando publicação de decisão.

GAB-BM
06/11/2003 13:31 Cumprir despacho.

GAB-SJ
05/11/2003 14:36 Conclusos ao Ministro Relator

CRIP
05/11/2003 14:29 Para conclusão ao Relator

CRIP
05/11/2003 11:08 Distribuído

CRIP
04/11/2003 16:59 Autuado



Tribunal Superior Eleitoral
Acompanhamento Processual
PROCESSO: RCED Nº 657-RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA UF:PA
MUNICÍPIO: BELÉM - PA N.º Origem:13
PROTOCOLO: 10038/2003 - 04/11/2003 15:34
RECORRENTE: COLIGAÇÃO O PARÁ NAS MÃOS DO POVO
ADVOGADO(s): MÁRIO DAVID PRADO SÁ
ASSISTENTE: GIOVANNI CORRÊA QUEIROZ
ADVOGADO(s): SIDNEY PEREIRA DE CARVALHO, e outros
RECORRIDO: SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
ADVOGADO(s): ANTÔNIO VILAS BOAS TEIXEIRA DE CARVALHO, e outros
RELATOR(A): MINISTRO(A) JOSÉ DELGADO
ASSUNTO: RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMAÇÃO, GOVERNADOR, ABUSO DO PODER POLÍTICO, USO, MÁQUINA ADMINISTRATIVA, UTILIZAÇÃO, AERONAVE, CAMPANHA ELEITORAL, PAGAMENTO, DIÁRIAS, SERVIDOR, PRESENÇA, CANDIDATO, CERIMÔNIA, GOVERNO, COMPETÊNCIA,JULGAMENTO, AÇÃO, TSE.
LOCALIZAÇÃO: GAB-JD-GABINETE DO MINISTRO JOSÉ DELGADO
FASE ATUAL: 03/04/2006 15:06 - Conclusos ao ministro relator (autos em 3 volumes, 1 apenso e 2 fitas de vídeo)
Andamento Distribuição Despachos Decisão Petições

Despacho
25/05/2004.
J. Defiro, após o pronunciamento do Ministério Público.
08/03/2004. Publicado em 17/03/2004.

Configurado o interesse jurídico de Giovanni Corrêa Queiroz na causa, admito a sua intervenção como assistente (art. 50, caput, do CPC).

Brasília, 8 de março de 2003.
08/03/2004.


Vista à PGE.
05/11/2003. Publicado em 11/11/2003.
Vistos, etc.

1. Indefiro o pleito genérico de produção de provas formulado pelo recorrente à fl. 13, tendo em vista que, nos termos do art. 270, caput, do Código Eleitoral, deveriam as mesmas ser indicadas pontualmente desde logo com as razões da inicial.

2. Manifeste-se o recorrido, se entender de direito, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre o expediente de fl. 324, mediante o qual Giovanni Corrêa Queiroz requer o ingresso no feito como litisconsorte ativo ou assistente da parte autora.

3. Após, voltem-me conclusos.

Publique-se. Intime-se.

Brasília, 5 de novembro de 2003.



quarta-feira, 5 de abril de 2006

Extra!Extra!

Assaltantes invadem fazenda
de sobrinho de Jatene



Deu, hoje, no jornal O Liberal: “Quatro homens armados invadiram, na manhã de ontem, a Fazenda K-8, pertencente ao empresário Eduardo Sales, e que está localizada no KM-9 da estrada Inhangapi-Castanhal. Um vaqueiro morreu e o gerente foi atingido por uma bala e levado para o hospital. A Polícia trabalha com a hipótese de ter sido apenas um assalto e começou as buscas aos homens”.

Longe da Perereca se meter no noticiário alheio. Mas faltam “detalhes” importantes – e interessantes - na citada notícia. O primeiro é que Eduardo Salles é sobrinho, em primeiro grau, do governador do Pará, Simão Jatene. O segundo é que a dita fazenda é apenas uma entre as quase 40 propriedades que adquiriu, desde 1997.

Gente boníssima, Eduardo tem invejável faro para negócios fundiários. Muitas de suas propriedades apresentam extraordinário potencial para o ecoturismo, porque situadas à beira de rios e igarapés. E esse potencial, por sorte, deve melhorar muito mais com o projeto executado, em Inhangapi, com o apoio do Governo do Estado, de fomento à piscicultura na região.

Outro tanto das terras de Eduardo fica à beira de estradas, hoje, graças a Deus, já asfaltadas pelo Governo do Estado. E há terrenos, ainda, que foram, inclusive, atravessados por linha de transmissão de energia, rendendo boas indenizações.

A Perereca vai tomar um banho no rio Jordão, com o sabonete da salvação, para ver se consegue ser tão abençoada.

domingo, 2 de abril de 2006

Carta às comadres

Toque de recolher. É isso que o Pará vive, hoje. Tudo para que o PSDB possa apresentar boas estatísticas às próximas eleições. Possa dizer, mentirosamente: "olha, a violência diminuiu”. E depois de outubro, volta tudo a ser como era antes. Até porque ninguém é de ferro. A gente sabe como é que é...

O desespero da gente chega a ser engraçado. Tenho uma filha de 16 anos. Tá na idade do tá que tá. E eu pergunto: quem vai, quem leva, quem traz, a que horas chega. Todos fazemos isso. Como se tais informações garantissem alguma coisa.

Fazemos um sacrifício danado, para vivermos em condomínios com alguma segurança, muito além das nossas posses. Devemos, por vezes, até a alma. A Deus e ao mundo.

E vêm eles, agora, com a tal da lei seca. Como se nossos filhos bebessem desbragadamente. Ou andassem numa bodega qualquer. Bêbados e enlouquecidos. São os culpados... Quem diria!... Nem nós, comadre, nem nós!!!!

Que coisa mais absurda: transformar a vítima em vilão. Até com apelação a nós, mulheres (até parece que quem apanha, só apanha porque tem bar funcionando. E o cervejão em frente a TV? E o sexo de qualquer jeito? E a condição fumada de quem se permite apanhar, né, comadre?).

Égua da crueldade! Tudo por uns milhares de votos. Mas política é assim mesmo, não é? Até entidades fantasmagóricas, de apoio ao governo, aparecem. E nós, comadre? Vamo que vamo, sem pai, nem mãe.

Essa gente bem que podia ter investido na polícia, né, comadre? Mas não fez. E agora, vem com essa desculpa furada, de que é pobre que bebe demais e faz e desfaz. Pra se ver, comadre. Vá lá ver se os bares deles fecham. Que nada! Estão abertos. E nós é que somos os bandidões.

O pior é que todo esse espetáculo para eleitor ver, acaba em outubro. E vamos continuar na mesmíssima situação. Sem podermos andar em paz pelas ruas. Ou passear nas praças com nossos filhos. Com medo, muito medo. Até dentro de casa.

Mas eles não sabem o que é isso, comadre, porque vivem cercados de seguranças. Pagos, aliás, com o nosso dinheiro. Estivessem eles um dia, na nossa pele, para ver o que é bom. Com certeza, não viriam com essa cara de pau, tentando fazer de conta que a violência só atinge quem anda em bar de noite. Quer dizer, para eles, o morto é que procurou.

Que coisa, né, comadre, que coisa!

sábado, 1 de abril de 2006

Eleições em Brejo News

Semana decisiva das eleições em Brejo News. E o Barão de Inhangapi angustiado. Não sabe se vai, se fica. Haja a se tremer. Minha pragmática correspondente vaticina: “doido é assim ‘mermo’, ué!”.

A venenosa correspondente diz que o Barão chamou o Jujuba. E pediu, olhar marejado: “caboco, preciso de ti”. Aí é que o Jujuba se aperreou. Porque a convocatória, todo mundo sabe, é sinal de enrabação.

_Mas, Barão, se eu assumir o Vice-Reinado, vou sofrer mais que sovaco de aleijado. Já te esqueceste do que aconteceu ao lorde Paipai e ao Vaqueiro do Marajó? E olha que o Vaqueiro tinha aquela consorte gostosa que todo mundo queria comer...

_Caboco! Tens de entender que Brejo News é maior do que nós. Temos de levar adiante esse grande projeto de restauração do Brejo! Chega dessa história de Brejo rico e saparia pobre! Vamos internalizar a riqueza dos nossos charcos. Criar cadeias produtivas de moscas e carapanãs.

_Mas, Barão, isso já tem dez anos e não produzimos nem maruim!!!...

_Ó Jujuba...o teu problema é que ficas te prendendo a miudezas... Nossa missão é encontrar o caminho entre o charco armazém e o charco pulmão do mundo! Serviço público é sacerdócio, caboco.

O pobre do Jujuba se coça todinho. Nunca foi bom de oratória. Especialmente diante do Barão, essa versão revista e avacalhada do Protágoras.

_Tá bom, Barão. Suponhamos que eu aceite o Vice-Reinado. O que é que eu faço com a Barbie Princesa e o marido dela?
_Tudo a seu tempo, Jujuba, tudo a seu tempo. Achas que eu vou te deixar na mão, é? Não confias em mim, caboco?

Segundo a minha tendenciosa correspondente, o problema é que o Barão quer porque quer se livrar da administração do Brejo. E tricota: até as pedras sabem que esse aru é preguiçoso que dói. Mesmo no soro, El Rey dá mais luta que ele. Sujeito só quer saber de pescaria e violão. E depois, se o estropício não tem voto nem pra ele, que dirá pro grupo! Avalie, comadre, avalie...

Desligo o telefone e me ponho a pensar por que, cargas d’agua, contratei correspondente tão tinhosa. Tadinho do Jujuba! Com um “amigão” desses, quem carece de inimigo... Não é, Jujuba?
Virada da maré

Jata (égua do ‘caboco’ arretado!) jogou água fria na candidatura do ex-petista Zé Carlos Lima, hoje no comando da Casa Civil e do PV. O pau d’agua inundou a festança preparada por Zé, para o lançamento da candidatura a deputado estadual.

Que peninha!

Quem viu, diz que tinha roda de samba, churrasquinho, cerveja geladíssima (porra, Zé, nem convidas?) e até a indefectível fila de beija-mão. Espaço lotadíssimo, em São Braz, até por “companheiros” do interior. Tudo em vão (eu não te disse, Zé, eu não te disse?!).

Verde amarelo

Debaixo de toró, Zé chegou meio sem graça ao comitê. E assim permanece até hoje. Pouco antes, através da já famosa conversa-de-pé-do-ouvido, Jata convencera o “amigo” a continuar andando pelo interior. Só que em prol de causa mais nobre: a União pelo Pará.

O retorno de Jedi

Tudo porque o neo-ungido é o ex-PMDB Gabriel Guerreiro – que retorna à Assembléia Legislativa na próxima segunda-feira, 3. É ele quem disputará a cadeira pretendida por Zé Carlos, em outubro próximo.

Amigos para sempre!

Com o retorno de Guerreiro, o pefelista Paulo Roberto (que ocupou a vaga, na AL, durante um ano), volta à Santarém, já em ritmo de campanha. Junto com Deley, Guerreiro formará a bancadinha dos verdes, que, pela primeira vez, terá dois representantes na Casa.

É recompensa!

Eleito deputado pelo Baixo-Amazonas, Guerreiro acabou assumindo a Sectam, em 2003, a convite de Jata. Tocou o projeto do ZEE, mas sempre de olho no retorno a AL. O ZEE virou lei em maio de 2005. Agora, Guerreiro terá seis meses de tribuna, para ajudar na própria reeleição.

A raposa e as uvas

Não é sacanagem, não, “gentes”. Mas Jata parece ter apetite desenfreado por integrantes (e ex) do PMDB. Será jaderismo mal resolvido?


Tudo igual

Esse negócio de ficar dizendo que a permanência de Jata, no cargo, esclarece alguma coisa, é falta de ter o que dizer. Quem conhece sua excelência sabe que a hipótese do Senado nunca lhe passou pela cabeça. Assim, continua tudo como antes. Jata pode se recanditar ou engolir o mandato até o fim. E Almir continua virtual candidato. Ou ao Governo, ou ao Senado.

Sem pé nem cabeça

Aliás, especular “chapa pura” para o PSDB, com apenas a vicezinha para outro partido, é coisa que não cabe na cabeça de ninguém. O Senado tem de ser de outra legenda – nem que seja através do emplumadíssimo Leão (uau!). Porque o Governo, nem pensar. E não é só “coisa” do PSDB: nenhum partido trata o Executivo como ficha vagabunda. Por razões ululantes.


Luz del fuego

Os números em poder de Jader são animadores. Pra lá de animadores. Égua do jogo pai d’égua! O circo vai pegar fogo! E a Perereca vai a-do-rar!

Psiu!!!!!!

Que me desculpem os amigos desse tal de silêncio, mas cerveja é fundamental. A Lei Seca é, antes de mais nada, declaração de incompetência do Estado. Ainda vou falar sobre isso. Perguntinha safadinha: por que é que na Europa não tem lei seca e não há notícia de gente se matando, nos bebericos? Uma grade pra resposta mais original. Depois da meia-noite, é claro!


Pomba news

Direto do Brejo News, minha libidinosa correspondente suspira: já viste o Pomba News, comadre, em plena Internet? Que pomba exemplar! Tenra e delicada. O que não faz um checão, hem? hem?

Perereca libre!

A Perereca aceita tudo, menos misoginia. De qualquer forma, arriba, arriba! Vamos a essa suruba. Surubaço pra todos! Perereca aberta pra todos! Ô gentalha indecente!!!!! (Estou tomando todas. Et vous?)


A frase do dia: Malandro é malandro e mané é mané!